A Imagem e o Tempo

A imagem é fonte de encantamento e revelação. Ela aparece pela primeira vez diante de Narciso que então fica hipnotizado. O fotografo tambem fica encantado e hipnotizado por cada imagem que consegue para si mas deve perceber que está diante de uma escrita, de um código da civilização. O seu trabalho é revelar a abstração que sustenta a sensação de realidade produzida na imagem.

A fotografia no seu principio vagou entre o natural e o sobrenatural. Entre o registro da mecânica dos movimentos na natureza e o registro das auras e espíritos em outra dimensão. As funções reveladoras criaram um caráter surreal para o fotografo. Ele sempre esteve ligado ao imprevisível.

O fotografo utiliza elementos estéticos para construir imagens, esses elementos devem estar diante do fotografo, naquilo que ele fotografa. A presença é um elemento importante da fotografia. A ausência também é um elemento importante. Presença e ausência da natureza física. A estética da fotografia está na frente do visor, fora da câmera, alheia ao fotografo, não aparecendo através das mãos, como no desenho. O alheio, o alheamento é uma angustia na fotografia, sendo enfrentada no auto retrato e tratada explicitamente por Mapplethorpe e Nan Goldin.

A imprevisibilidade também é consequência do alheamento, desse fazer fotográfico que não é controlado pelas mãos como o desenho e a escrita, mas por aquele e aquilo que estão diante da câmera. A imagem é imprevisível. Essa qualidade, fundamental ao foto jornalismo, eu procuro estender a todo resultado que envolve a fotografia. Aí aparece uma contradição, um paradoxo no trabalho do fotografo; sua produção faz parte de um código de signos como são os retratos, paisagens, still life… aonde as escritas pessoais contem elementos de uma escrita coletiva mas a cada vez que o fotografo produz um signo, ele trabalha com o tempo e sua imprevisibilidade. O tempo é o assunto principal da modernidade. A finitude, a fragmentação, a Historia estão expressas na fotografia, incessantemente. O tempo é o senhor do trabalho de todos os fotógrafos e ri de suas pretensões autorais. Enquanto no cinema há um controle do tempo na montagem e mesmo na captação, na movimentação dos atores, na fotografia still, todo resultado pertence em ultima instancia, ao Tempo, a época, expõe uma circunstancia. Essa desapropriação, esse alheamento, repito, é a fonte da importância do fotógrafo na cultura aonde a noção do tempo é a dimensão, potencia mais importante para a ideia de realidade. O único dado incontrolável no jogo.

O fotografo é o homem em contato com o tempo, nos fragmentos de segundo do obturador.

A fotografia pode se tornar uma estética porem a sua força está na constituição de uma escrita aonde os signos não são formadores de sentido e ética como as palavras mas pura consciência do tempo e sua imprevisibilidade. Curiosamente, é uma consciência que produz encantamento na psique a cada vez que uma fotografia é produzida mesmo quando diante do conjunto de suas imagens, o fotografo sente a angustia de pertencer a tudo e não possuir nada.

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La imagen es fuente de encantamiento y revelación. Ella aparece por primera vez delante de Narciso y entonces se queda hipnotizado. El fotógrafo queda encantado e hipnotizado por cada imagen que logra para sí, pero él debe percibir que está delante de una escritura, de un código de civilización. Su trabajo es revelar la abstracción que sustenta la sensación de realidad producida en la imagen.

La fotografía en su comienzo, vagó entre lo natural y lo sobrenatural. Entre el registro de la mecánica de los movimientos en la naturaleza y el registro de las áureas y espíritus en otra dimensión. Las funciones reveladoras crearon un carácter surreal para el fotógrafo. Él siempre estuvo ligado a lo imprevisible.

El fotógrafo utiliza elementos estéticos para construir imágenes, esos elementos deben estar delante del fotógrafo, en aquello que él fotografía. La presencia es un elemento importante de la fotografía. La ausencia también lo es. Presencia y ausencia de la naturaleza física. La estética de la fotografía está al frente del visor, fuera de la cámara, ajena al fotógrafo , no aparece a través de las manos, como en el dibujo. Lo ajeno, la lejanía, es una angustia en la fotografía, que se enfrenta en el autorretrato y es tratada explícitamente por Mapplethorpe e Nan Goldin.

La imprevisibilidad también es consecuencia de esa lejanía, de ese quehacer fotográfico que no es controlado por las manos como el dibujo y la escritura, sino por aquello que esta al frente de la cámara. La imagen es imprevisible. Esa cualidad, fundamental al fotoperiodismo, yo trato de extenderla a cualquier resultado que envuelva a la fotografía. Ahí aparece una contradicción, un paradojo en el trabajo del fotógrafo; su producción forma parte de un código de signos como son los retratos, paisajes, stilll life; donde la escritura personal contiene elementos de escrituras colectivas, pero cada vez que un fotógrafo produce un signo, él trabaja con el tiempo y su imprevisibilidad. El tiempo es el asunto principal de la modernidad. La finitud, la fragmentación, la Historia, están expresadas en la fotografía, incesantemente. El tiempo es amo del trabajo de todos los fotógrafos y se ríe de sus pretensiones autorales. Mientras en el cine hay un control del tiempo en el montaje, en el movimiento de los actores y en la captura, en la fotografía still, cualquier resultado pertenece en última instancia al Tiempo, a la época, expone una circunstancia. Esa desapropiación, esa lejanía, repito, es la fuente de importancia del fotógrafo en una cultura donde la noción del tiempo es la dimensión, potencia mas importante para la idea de realidad. El único dado incontrolable en el juego.

El fotógrafo es el hombre en contacto con el tiempo, en los fragmentos de segundo del obturador.

La fotografía puede tornarse una estética, no obstante, su fuerza está en la constitución de una escritura, donde los signos no son formados de sentido y ética, como lo son las palabras, sino pura consciencia del tiempo y su imprevisibilidad. Curiosamente, es una consciencia que provoca encantamiento en la psique cada vez que una fotografía es producida, aun cuando delante del conjunto de sus imágenes, el fotógrafo siente la angustia de pertenecer a todo y no poseer nada.

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